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As sete pragas do teste de software – A praga do tédio


Teste de software é tedioso”. Não finja nem por um momento que nunca ouviu um desenvolvedor, analista, ou qualquer outro “não testador” expressar esse sentimento. Agora pare um instante e procure no fundo de sua alma pela verdade. Mesmo o testador mais obstinado teria de admitir que já contraiu a praga em algum momento. A execução dia após dia de testes de software e o preenchimento interminável de relatórios de bugs simplesmente não interessam a maioria dos técnicos atraídos para a computação por seus aspectos criativos e reputação de desafiadora. Mesmo que você acredite ser imune a esta praga, tem de admitir que existem muitos aspectos monótonos e repetitivos associados ao teste de software.

Contudo, no início não é assim. No começo da carreira de um testador, a adrenalina da caça aos bugs pode mantê-lo motivado por vários meses. Neste estágio, a caça aos bugs pode ser tão envolvente quanto procurar um prêmio escondido em algum jogo de video game. Durante os primeiros anos, os testadores evoluem muito em termos de habilidade, técnica e experiência, passando de iniciantes a muito bons em pouquíssimo tempo. Quem consegue reclamar de uma carreira que oferece tanto aprendizado, evolução e problemas intelectualmente interessantes?

Porém, à medida que a curva de aprendizado se estabiliza, a execução de testes pode tornar-se repetitiva e rapidamente tediosa. Pessoalmente, acredito que essa seja a principal razão pela qual muitos profissionais de teste de software trocam para o desenvolvimento após alguns anos. Os desafios e a criatividade são afastados pela monotonia.

Acredito que testadores entediados estão se esquecendo de algo. Acredito que apenas os aspectos táticos do teste de software é que se tornam repetitivos, e para solucionar este problema muitos recorrem à automação. Uma coisa é a automação de testes como uma poção para curar o tédio da execução de casos de teste e do relato de defeitos, mas automação não é substituto para os aspectos estratégicos do processo de testes. É justamente nos aspectos estratégicos que se encontram a cura para esta praga.

O projeto de casos de teste, decidir o que será ou não testado e em que proporção, não são tarefas que são facilmente automatizáveis e, além disso, são interessantes e desafiadoras. Também não é um problema simples ou automatizável monitorar os testes e decidir, estrategicamente, quando parar. Esses são problemas difíceis e estratégicos que irão banir a praga do tédio. Testadores podem sucumbir a praga do tédio ou podem mudar seu foco dos aspectos puramente táticos dos testes para um misto de aspectos táticos e estratégicos do teste de software.

Garanta que na pressa para executar seu testes, você não deixe de lado os aspectos estratégicos de seu trabalho, pois são neles que estão os desafios técnicos e de alto-nível que irão manter seu interesse na atividade de teste de software e manterão esta praga longe!


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Publicado em: 19/10/2009

Autor: Texto traduzido e adaptado de James A. Whittaker

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