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As sete pragas do teste de software – A praga da falta de foco


Sabedoria. Muito mais que uma palavra interessante, este termo invoca em nossa mente a imagem de um feiticeiro e seu milenar tomo de magias ou ainda a imagem de um poderoso mago com seu conhecimento arcano arduamente obtido.


É exatamente esta sabedoria que nos falta sobre teste de software. Sabedoria sobre testes? Sério? Onde está? Quem está distribuindo? Posso experimentar?
A indústria de teste de software está infectada com a praga da falta de foco. Nos falta sabedoria, nos falta um corpo de conhecimento que seja passado do mago para o aprendiz e escrito nos livros de magia para os intrépidos e esforçados estudarem. Nossos aprendizes estão sem seus mestres e todos nós precisamos reinventar a roda. Não só, reinventamos na privacidade de nossos escritórios, enquanto outros testadores ao redor do mundo também a reinventam em seus próprios escritórios.

Sugiro que paremos com essa estupidez. O teste de software está demais à deriva. Testamos porque devemos ou porque nosso gerente mandou. Automatizamos porque conseguimos ou porque sabemos como, não porque isso faz parte de alguma estratégia definida e certamente não porque a “Sabedoria” nos diz para fazê-lo. Existe um plano ou conhecimento que guia nossos testes ou estamos apenas pressionando teclas com esperança de que algum defeito apareça? Onde estão os tomos de magia dos testes? Certamente que o conhecimento obtido por nossos antepassados testadores pode ser encontrado nesta era de informação, não?

Quando caçadores conseguem uma caça, eles registram o terreno e as circunstâncias. Eles passam essa informação para seus sucessores. Eventualmente, eles entendem os hábitos de suas presas e o conhecimento coletivo de muitos caçadores faz com que o trabalho dos futuros caçadores muito mais fácil. Quando você encontrar este terreno, pode-se esperar que o jogo aconteça dessa forma. Podemos dizer o mesmo sobre a atividade de teste de software?

Quão bem aprendemos uns com os outros? Nossos “momentos eureka!” são registrados para que futuros testadores não sofram da mesma falta de foco que sofremos? Podemos dizer quando você ver uma funcionalidade deste jeito, o melhor jeito de testá-la é assim?

A praga da falta de foco está disseminada. A necessidade de sabedoria sobre testes é evidente. A Nike nos diz “Just do it” (apenas faça), mas o que se aplica aos exercícios físicos não é um bom conselho para os testes de software. Da próxima vez que você perceber que está “apenas testando”, pare por um momento e se pergunte “Qual meu objetivo?” e “Existe um propósito para este teste?”. Se as respostas não vierem imediatamente à sua mente, você está sem foco, dependendo da sorte e de esforço bruto para encontrar sua mina de ouro.

Sorte não tem lugar na feitiçaria, na casa ou no teste de software. Sorte é um bônus, mas não pode ser nosso “plano A”. Fique atento à praga da falta de foco. Documente seus sucessos, examine cuidadosamente suas falhas e assegure-se que o que você aprendeu seja passado para seus colegas.

Seja o mestre deles. Construa seus tomos sobre testes e divida-os com seu time. Com tempo, você irá banir a praga da falta de foco.

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Publicado em: 28/09/2009

Autor: Texto traduzido e adaptado de James A. Whittaker

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